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"... dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista… tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna." Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Intuição, meu bem!

Quem conseguirá neutralizar os instintos de uma pisciana? Ainda mais assim, tão enraizados na experiência? É mesmo muita pretensão. Não existe surpresa nesse fato. O que me toma agora, já é conhecido de antes e veio em boa hora. Já começo largar no pensamento o que de válido se mantém. Eu vivo solta, sou escorregadia e esse destino vez por outra aflora.

É inegável que em cada desencontro uma verdade vai embora, e a pele torna-se o improvável ventre da memória. Mas tudo bem. Eu sei que o poder íntimo do que tem que ser é pre requisito pra qualquer história. E o passo adiante vem, pra levar meu corpo, minha cara e toda hipérbole amorosa. Uma faísca divina e o futuro sempre vigora.

Fecho os olhos, e que vazio obsoleto. Melhor ocupar o coração com a parte mais amada da vida e que, de todas as belezas, é a mais grandiosa: a relação. Essa constituinte inexorável da odisseia humana e que me fascina nas suas variadas formas.

Pra deixar bem claro, eu vou embora. Pra outro sorriso, outra descoberta e nenhum sentimento de classe inferior vai ser maior que minha vontade de brincar e aproveitar a vida. É mesmo um alívio quando a frase salta e pra cada dor uma palavra brota. O que você sabe? Tudo, a seu respeito. E absolutamente nada, dessa pessoa inacabada que sou e que prefere os delírios inesperados aos desenganos previstos.

"Quem me dera encontrar o verso puro. O verso alívio e forte, estranho e duro. Que dissesse a chorar isto que sinto." _ Florbela Espanca


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