Eu sou a que anda soberana
A que não sucumbi a existência
A que reprime a aparência
A que não sabe dizer não
Eu sou a que ama correr risco
A que passeia no vulcão
Eu sou a essência condensada
Subjetivamente materializada
A que não tem coração
Mas tem um 'quase nada'
Apelidado de emoção
Eu sou o que me dá na telha
O que decido ser... só por hoje
A imprevisibilidade humana
eu sou a fórmula invertida
A inconstante renovação
Eu sou gigante como o tempo
E excessivamente imposta
Eu sou o homem e sua negação
A finitude da resposta
A mágica da interrogação
Julliana Soares

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